Barulhos no divã

3/13/2007

Eu e o tempo...

Tanta coisa pra se dizer, tanto tempo pra se descrever. Eu penso que talvez isso não faça mais sentido, já que tantas coisas se passaram e nada foi dito. É como aquele casal que de tanto falar não consegue mais se ouvir. Mas neste caso, neste blog passamos pela fase das "não palavras", ou simplificando, da ausência delas.

Não sei se foi o trabalho, não sei se foi o acaso. Fato é que me perdi em meio ao meu próprio senso buscando um lar que antes havia existido em mim, e que agora feito cão vadio saíra pra não saber se voltava.

Eu não busco mais pelas palavras perfeitas, pelas frases bem ditas, ou dizidas, ou por assim mesmo descritas. Talvez agora eu busque mais pela poesia.

Durante alguns meses desse pequeno divã descrevi um vida a dois, ou melhor, a duas. Todos que por aqui passaram se fascinaram tanto pela história (ou estória - já não sei) que não perceberam as falhas que revelavam a minha autoria sobre elas.

Nada era real, tudo era ficticio... mas ao mesmo tempo tudo era real na vida dos (as) leitores (as). Aqueles momentos reconhecíveis nos seus próprios dias, aquelas dores, aquelas amarguras, aquelas alegrias. Tudo era ao mesmo tempo real e falso. Mas ninguém sabia. Só eu. E umas poucas pessoas.

Devo agradecer por todos que passaram por aqui? por todos que viveram ou conviveram com esse mundo? Sim... esse foi o meu pequeno divã, onde eu pude me abrir em contos. Contos de dois amores, e que na verdade deveriam ser vários amores, a cadeia de relacionamentos era incrivelmente grande, mas a falta de tempo me fez parar. Talvez eu devesse fazer como os grande escritores e me isolar do mundo por alguns momentos só pra escrever os meus contos. Mas quem disse que eu me incluo nessa de "grandes escritores"?

Sou apenas uma artista, e de tudo que escrevi a única coisa que fala sobre mim é o primeiro post. Sim, eu, bahiana.

Até quão breve possa ser um novo momento.


A autora.